Em coluna publicada originalmente no Correio da Manhã, o jornalista Tales Faria relata que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não tem interesse em transformar suas diferenças com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em crise diplomática. Por isso, oficialmente, o Palácio do Planalto nega que Lula tenha evitado de propósito cumprimentar o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, durante a Assembleia Geral da ONU. Segundo o texto, Lula até gostaria de um encontro rápido, como o de 2025, quando Trump falou em “química excelente” entre os dois. A Chancelaria brasileira enviou sinais nessa direção, mas não recebeu resposta positiva.
De acordo com a coluna, Lula e Trump ficaram por alguns minutos ao mesmo tempo em pequenas salas diferentes de uma antessala atrás da tribuna do plenário, enquanto discursava o presidente da Assembleia Geral, Khalilur Rahman, de Bangladesh, mas não se encontraram. Rubio foi filmado tentando se aproximar do presidente brasileiro e praticamente tocou o ombro de Lula em meio a um amontoado de autoridades. Lula passou os olhos rapidamente em sua direção e se voltou para o outro lado, enquanto o chanceler Mauro Vieira apenas cumprimentou o norte-americano com o olhar e protegeu o presidente com o corpo.
Para o Planalto, evitar a aproximação foi uma decisão acertada, pois Rubio poderia estar montando uma cena de encontro para uso da oposição no Brasil. O texto acrescenta que a equipe de Flávio Bolsonaro (PL) também não teria interesse nas imagens, já que há dúvidas entre bolsonaristas sobre o ganho de votos ao ligar o candidato a tentativas de interferência estrangeira. A coluna ainda informa que Renan Santos e o partido Missão protocolaram no TSE, na quarta-feira (23), representação sobre cinco publicações favoráveis a Flávio Bolsonaro, patrocinadas por contas no exterior.
Leia a análise completa de Tales Faria no Correio da Manhã.




