Tereza Cristina avalia ser vice de Flávio Bolsonaro e pode romper União-PP

Crédito: Marcello Casal Jr- Agência Brasil
Crédito: Marcello Casal Jr- Agência Brasil
Tales Faria analisa o dilema da senadora Tereza Cristina após apelo de Flávio Bolsonaro para compor chapa presidencial do PL.

Em coluna publicada no Correio da Manhã, o jornalista Tales Faria analisa o dilema enfrentado pela senadora Tereza Cristina (PP-MS) depois de receber, nesta quinta-feira (30), um apelo do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para ser vice em sua chapa à Presidência da República. Segundo Tales Faria, a senadora não bateu o martelo, mas aceitou discutir a hipótese — decisão que a tira da disputa pela presidência do Senado, cargo para o qual ela reunia grandes chances de apoio do centrão, do PL e até de um acordo com o PT, no contexto do rompimento entre o atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Tales Faria observa que, para Flávio Bolsonaro, fechar com Tereza Cristina neste momento serviria para conter as críticas sobre a dificuldade de encontrar uma companheira de chapa, justamente quando a campanha do PL, em crise, precisa trocar sua equipe de comunicação. O colunista destaca, no entanto, que a senadora agrega poucos votos à chapa, já que representa o Mato Grosso do Sul, 20º colégio eleitoral do país, com cerca de 2 milhões de eleitores, e vem de uma base do agronegócio que já apoia o clã Bolsonaro.

De acordo com Tales Faria, a entrada de Tereza Cristina na chapa do PL abriria uma disputa dentro da federação União Brasil-PP, que havia decidido não apoiar nenhum candidato à Presidência de forma unificada, com estados divididos entre Lula, Flávio Bolsonaro e o governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD). O presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira (PI), deverá se reunir com o presidente do União Brasil, Antonio Rueda, ainda neste fim de semana, para definir como o tema será tratado na convenção unificada das duas legendas.

Para acompanhar a análise completa de Tales Faria sobre os bastidores dessa negociação, acesse o Correio da Manhã.

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