Os articuladores políticos do governo avaliam que a Tarifa Zero no transporte público e o fim da jornada 6×1 serão usados como armas centrais na campanha eleitoral de 2026 para colocar a oposição contra a parede. A estratégia passa pela aproximação entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da Câmara, Hugo Motta, buscando viabilizar a votação dos dois projetos, considerados prioridades do Palácio do Planalto. A informação foi publicada originalmente pelo Correio da Manhã, em análise assinada por Tales Faria.
Segundo o texto, o ministro da Secretaria-Geral, Guilherme Boulos, deverá estimular movimentos sociais para levar os temas às ruas, apostando na mobilização de estudantes e trabalhadores. A expectativa no Congresso é de forte resistência do empresariado, mas aliados do governo acreditam que a pressão popular pode tornar politicamente inviável votar contra propostas com forte apelo social. A esquerda pretende reeditar o impacto das manifestações de 2013, agora em defesa da Tarifa Zero e do fim da escala 6×1.
Enquanto isso, o governo também tenta avançar em outras frentes, como o PL Antifacção e a PEC da Segurança, que enfrentam resistências na Câmara e exigem negociação política. O cálculo é escolher quais batalhas comprar em plenário, equilibrando concessões e enfrentamentos. Para entender os bastidores completos dessa estratégia e seus riscos eleitorais, leia a análise completa no site do Correio da Manhã.




