A 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) inicia nesta terça-feira, 11, o julgamento dos integrantes do grupo mais violento da tentativa de golpe de Estado de 8 de janeiro de 2023. Conhecido como Núcleo 3 do golpe, segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), o grupo é composto por militares da ativa e da reserva e um agente da Polícia Federal. Eles seriam responsáveis por detalhar e tentar executar o plano “Punhal Verde-Amarelo”, que previa ações extremas, incluindo o assassinato de autoridades e a adesão das Forças Armadas à intentona.
O processo envolve nomes de alta patente, como o general Estevam Theophilo e outros oficiais, que teriam participado de articulações diretas com Jair Bolsonaro sobre a viabilidade do golpe. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, destacou que os acusados pressionaram o Alto Comando do Exército e disponibilizaram forças terrestres para o plano criminoso. As defesas negam envolvimento, e um dos réus pode ter julgamento limitado a acusações menores por falta de provas.
Mais do que a aplicação de penas — que podem chegar a 43 anos de prisão —, o julgamento do Núcleo 3 promete expor a face mais sombria e violenta da tentativa de golpe. A expectativa é de que as discussões no STF revelem até onde o bolsonarismo estava disposto a ir para manter o poder. Leia a íntegra da análise de Tales Faria no site Correio da Manhã, fonte original da reportagem, e entenda como o caso pode redefinir o rumo das investigações sobre o 8 de janeiro.




