O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), deixou claro ao Palácio do Planalto e a representantes do setor empresarial que não pretende acelerar a votação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que extingue a jornada de trabalho de seis dias semanais por um de descanso. A posição foi revelada pelo jornalista Tales Faria no Correio da Manhã: o ritmo de tramitação da matéria no Senado dependerá, segundo Alcolumbre, da capacidade de articulação do próprio governo e dos empresários junto aos parlamentares da Casa.
No dia 26 de maio, Alcolumbre recebeu em seu gabinete uma delegação de entidades empresariais liderada por Paulo Skaf, presidente da Fiesp, e garantiu que tratará o tema “com a devida importância, a devida calma, a devida profundidade”. O senador chegou a sinalizar que pode submeter a PEC aprovada na Câmara — e outras propostas sobre o mesmo tema — a uma comissão especial, embora o Regimento Interno do Senado não preveja a análise de emendas constitucionais por mais de uma comissão. O presidente da CCJ, Otto Alencar (PSD-BA), defende que o texto tramite apenas pelo colegiado que já comanda, como é praxe na Casa.
Na terça-feira, 9 de junho, Alcolumbre repetiu o recado ao ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, reafirmando que não pretende obstruir o processo, mas que o avanço depende da negociação do Executivo. Skaf, por sua vez, avaliou o ambiente no Senado como “mais responsável” do que o que prevaleceu na Câmara e defendeu que a votação ocorra somente após as eleições — pedido ao qual Alcolumbre não deu garantias.
A análise completa de Tales Faria está disponível no Correio da Manhã.




