A sabatina de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal foi oficialmente adiada para 2026, após decisão do presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Otto Alencar. Em declaração à coluna publicada originalmente no Correio da Manhã, o senador afirmou que “não há mais tempo” para realizar a sessão ainda em 2025. O cancelamento, anunciado por Davi Alcolumbre, expôs um embate direto entre o Senado e o Planalto, marcado pela ausência da mensagem presidencial formalizando a indicação.
Segundo Alcolumbre, o Executivo deixou de enviar o documento necessário para garantir a legalidade do processo, o que, segundo ele, caracteriza uma “interferência” no cronograma legislativo. A disputa ganhou contornos políticos mais amplos, já que Alcolumbre havia acelerado o calendário da sabatina numa tentativa de dificultar a articulação de Messias no Senado. O atraso, entretanto, acabou fortalecendo a estratégia do governo, que optou por segurar a mensagem para evitar o trâmite relâmpago.
O episódio foi interpretado nos bastidores como uma derrota de Alcolumbre na queda de braço com o presidente Lula, que manteve firme a indicação de Messias e não cedeu à pressão para substituí-lo. Para ler a íntegra da análise de Tales Faria e entender os bastidores dessa disputa que movimenta Brasília, acesse o conteúdo completo no Correio da Manhã.




