Revogação de visto de embaixadora nos EUA é ação eleitoral, avalia governo brasileiro

Crédito: Divulgação MRE
Crédito: Divulgação MRE
Governo brasileiro vê na revogação do visto de Maria Luiza Viotti tentativa de Marco Rubio de interferir nas eleições. Embaixada segue ativa e diplomacia aposta em resolver impasse após as urnas.

O jornalista Tales Faria revela, em coluna publicada no Correio da Manhã, que o governo brasileiro avalia a revogação do visto da embaixadora nos Estados Unidos, Maria Luiza Viotti, como uma ação eleitoral do secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, para tentar interferir nas eleições brasileiras. Segundo a coluna, não há consequências econômicas previstas e ainda não se sabe o grau de envolvimento do presidente Donald Trump no episódio, o que mantém o governo brasileiro sem uma decisão definida sobre como reagir — a princípio, a orientação é não escalar o problema.

Tales Faria detalha que a Embaixada brasileira em Washington continuará funcionando normalmente, sob comando dos ministros-conselheiros das áreas Econômica, Política e Administrativa, já que Viotti não foi declarada “persona non grata” e deve seguir atuando informalmente à frente da equipe. As negociações de alto nível ficarão a cargo do chanceler Mauro Vieira e do Palácio do Planalto, com participação do presidente Lula e do assessor especial Celso Amorim. O colunista explica ainda que, segundo a Secretaria de Estado americana, a revogação decorreu da demora do Brasil em conceder aval a Daniel Perez, indicado por Trump para embaixador no Brasil e próximo política e ideologicamente a Rubio — demora atribuída ao fato de sua indicação ter sido anunciada sem consulta prévia ao governo brasileiro.

A análise completa de Tales Faria sobre os bastidores da crise diplomática e os próximos passos entre Brasil e Estados Unidos está disponível no Correio da Manhã.

Compartilhe: