PSB pressiona Alcolumbre às vésperas da sabatina de Jorge Messias no STF

Senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) e advogado-geral da União, Jorge Messias, ladeados pelo presidente do PSB, João Campos, e pelo vice-presidente da República, Geraldo Alckmin | Foto: Divulgação PSB
Senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) e advogado-geral da União, Jorge Messias, ladeados pelo presidente do PSB, João Campos, e pelo vice-presidente da República, Geraldo Alckmin | Foto: Divulgação PSB
Em análise publicada no Correio da Manhã, o jornalista Tales Faria revela como PSB, com João Campos e Geraldo Alckmin, articulou um almoço estratégico com senadores para pressionar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, na véspera da sabatina de Jorge Messias para o STF.

O jornalista Tales Faria revelou no Correio da Manhã que o PSB realizou nesta terça-feira uma ofensiva política decisiva em favor da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal. Em um almoço com senadores em Brasília, o presidente nacional do partido, João Campos, e o vice-presidente Geraldo Alckmin reuniram a bancada — incluindo o senador Rodrigo Pacheco — para dar o arremate final na campanha de Messias às vésperas de sua sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Segundo Tales Faria, o movimento coloca na berlinda o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que vinha fazendo mistério sobre sua posição em relação a Messias. O presidente Lula optou pelo advogado-geral no lugar de Pacheco para a vaga no STF, mas o senador mineiro, após aceitar concorrer ao governo de Minas Gerais pelo PSB, aderiu à candidatura de Messias. Pacheco, no entanto, evita antecipar publicamente seu voto por lealdade a Alcolumbre, com quem mantém aliança política de longa data.

Tales Faria destaca que a derrota de Messias na sabatina representaria uma ruptura praticamente definitiva entre o Palácio do Planalto e o chefe do Senado. A simbologia política dos gestos de Pacheco — o almoço desta terça e um jantar na semana anterior na casa do ministro Cristiano Zanin — aponta para apoio a Messias, ainda que não declarado publicamente. O desfecho da sabatina deve definir os contornos da relação entre o Executivo e o Senado nos próximos meses.

Confira o texto completo no Correio da Manhã.

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