A ideia de que o povo brasileiro é majoritariamente conservador cai por terra diante dos dados da nova pesquisa Quaest, divulgada nesta segunda-feira (3). O levantamento, analisado por Tales Faria no Correio da Manhã, mostra que apenas metade da população (51%) concorda com a frase “bandido bom é bandido morto”, contrariando o senso comum de que o eleitorado apoia teses radicais de segurança pública. O estudo indica ainda que 72% são contrários à facilitação do acesso a armas de fogo, pauta defendida pela chamada Bancada da Bala.
Outro dado que chama atenção é o apoio de 52% dos entrevistados à PEC da Segurança Pública, proposta rejeitada pela direita radical e por governadores mais conservadores. Além disso, 80% afirmam que o poder das facções está concentrado nos bairros ricos, e não nas favelas — uma percepção que desmonta discursos simplistas sobre a criminalidade no Rio de Janeiro. Segundo o CEO da Quaest, Felipe Nunes, o crescimento da aprovação do governador Cláudio Castro (PL), de 43% para 53%, não contradiz esses números: o aumento coincide justamente com o limite de apoio à tese “bandido bom é bandido morto”.
A análise completa de Tales Faria no Correio da Manhã destaca como os resultados da pesquisa revelam um eleitorado menos previsível e mais complexo do que as categorias “conservador” ou “liberal” sugerem. Acesse a matéria original no site Correio da Manhã e entenda por que o Brasil está longe de caber em rótulos simplificados.




