Nunes Marques será cobrado por coerência após alertar sobre IA na posse do TSE

Crédito: Reila Silva/ TSE
Crédito: Reila Silva/ TSE Crédito: Reila Silva/ TSE
Tales Faria mostra por que ministros do Judiciário vão testar se Nunes Marques manterá, na prática, o discurso contra o uso indevido de IA feito em sua posse no TSE.

Em coluna no Correio da Manhã, Tales Faria analisa a posição do ministro Kassio Nunes Marques, indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e atual presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Segundo o texto, colegas da cúpula do Judiciário acompanham se Nunes Marques terá isenção para enfrentar os embates que os bolsonaristas preparam contra as regras da Justiça Eleitoral durante o pleito de outubro, já que ele foi o relator mais recente do conjunto de normas eleitorais deste ano.

A coluna destaca que o clã Bolsonaro já contesta a resolução 23.732 do TSE, que proíbe o uso de Inteligência Artificial para criar, substituir ou alterar imagem ou voz de pessoas vivas, seja para favorecer ou prejudicar candidatos — regra que barraria o vídeo com IA exibido na convenção do PL em defesa da candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Tales Faria recupera trechos do discurso de posse de Nunes Marques, no qual o ministro alertou para os “desafios” e “perigo potencial do uso desordenado das ferramentas de Inteligência Artificial” nas eleições, e também defendeu a confiabilidade das urnas eletrônicas diante de acusações sem provas levantadas por Flávio Bolsonaro perante diplomatas, desmentidas pelo TSE.

Para Tales Faria, a questão agora é saber se Nunes Marques manterá, na prática, o mesmo discurso de posse quando for confrontado por aqueles que ajudaram a viabilizar sua chegada à presidência do TSE. Para entender todos os detalhes dessa análise, acesse o Correio da Manhã.

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