Pressionados pelo governo federal e pelas redes sociais, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o relator Guilherme Derrite (PP-SP) voltaram atrás nas propostas mais polêmicas do projeto de lei antifacção. As medidas que limitavam a atuação da Polícia Federal e equiparavam facções criminosas a organizações terroristas foram retiradas do texto. O recuo foi anunciado em entrevista coletiva, em que Motta confirmou a tentativa de votação nesta quarta-feira, 12.
A nova versão do projeto é vista como uma vitória do governo Lula, que enfrentava resistência da maioria conservadora do Congresso. Mesmo assim, líderes do PT e de partidos aliados analisam o texto em busca de possíveis “jabutis” — dispositivos que poderiam contrariar interesses do Planalto. O episódio também evidenciou a tensão entre Motta e o governo, após o presidente da Câmara designar Derrite como relator contra a vontade do Executivo.
O conteúdo completo da análise e os bastidores dessa disputa política podem ser conferidos na publicação original no Correio da Manhã, em texto de Tales Faria, que detalha os embates, pressões e estratégias por trás do recuo de Motta e Derrite.




