Interventor no Rio, general Braga Netto boicotou Raul Jungmann na Segurança Pública

Jungmann e Braga Netto | Foto: Marcelo Camargo- Agencia Brasil
Jungmann e Braga Netto | Foto: Marcelo Camargo- Agencia Brasil
Conflito entre Jungmann e Braga Netto marcou a intervenção federal no RJ e as investigações do caso Marielle

A morte de Raul Jungmann, aos 73 anos, representa uma perda significativa para a política brasileira e reacende episódios decisivos de sua trajetória pública. Com mais de cinco décadas de vida política, Jungmann teve papel relevante na redemocratização do país e acumulou passagens por quatro ministérios, além de mandatos como deputado federal e atuação no planejamento de Pernambuco. O conteúdo original foi publicado pelo Correio da Manhã, em artigo de autoria do jornalista Tales Faria.

Apesar do extenso currículo, Jungmann enfrentou resistência quando assumiu o Ministério da Segurança Pública, em 2018, período em que o general Braga Netto foi nomeado interventor federal na segurança do Rio de Janeiro. A relação entre ambos se deteriorou após os assassinatos de Marielle Franco e Anderson Gomes, quando Jungmann defendeu a participação da Polícia Federal nas investigações, enquanto Braga Netto passou a acusá-lo de vazamentos e a restringir o envio de informações ao ministério.

O embate culminou no boicote institucional ao ministro e em posições opostas sobre a condução do caso Marielle, que envolveu disputas entre a federalização e a permanência das investigações na esfera estadual. Para entender os bastidores desse confronto político-militar e seus desdobramentos, acesse a íntegra da análise publicada originalmente no Correio da Manhã.

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