O governo federal intensificou a articulação política junto ao centrão para tentar manter o veto presidencial à redução das penas dos condenados pela tentativa de golpe de Estado. Segundo reportagem publicada originalmente no Correio da Manhã, o Palácio do Planalto mapeou o comportamento dos deputados na votação da nova dosimetria e avalia que será necessário mudar a posição — ou ao menos garantir a ausência — de pelo menos 35 parlamentares que haviam votado a favor do texto para evitar a derrubada do veto.
A estratégia passa por um complexo cálculo político: como o projeto foi aprovado com 291 votos e são necessários 257 para derrubar vetos presidenciais, a simples ausência de parte dos deputados já seria suficiente para impedir o avanço da proposta. O levantamento do governo aponta que 50 deputados do centrão não votaram na ocasião, além de parlamentares de partidos de centro, muitos dos quais, porém, são favoráveis à redução das penas, o que torna a negociação ainda mais difícil.
Diante desse cenário, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu atuar pessoalmente nas conversas, buscando reaproximação com os presidentes da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre, ambos com forte influência sobre suas bancadas. As negociações envolvem desde acordos políticos até movimentos na reforma ministerial. Os bastidores dessa ofensiva e seus impactos no Congresso estão detalhados na íntegra da análise assinada por Tales Faria no Correio da Manhã. Vale a leitura completa no site original.




