Eleições de 2026 expõem disputa por emendas no Orçamento e confronto entre Congresso, STF e governo

Sessão do Congresso que aprovou o Orçamento de 2026 19/12/2025 | Foto: Carlos Moura/Agência Senado
Sessão do Congresso que aprovou o Orçamento de 2026 19/12/2025 | Foto: Carlos Moura/Agência Senado
Orçamento de 2026 amplia emendas parlamentares e acirra embate político em ano eleitoral

Aprovado em 19 de dezembro, o Orçamento da União para 2026 revela a estratégia de deputados e senadores para fortalecer o uso de emendas parlamentares em pleno ano eleitoral. Segundo análise publicada originalmente no Correio da Manhã, o texto reserva R$ 61,2 bilhões para emendas — valor R$ 11 bilhões maior que o de 2025 — além de prever cerca de R$ 5 bilhões para o Fundo Eleitoral, bem acima da proposta inicial do governo. Os números evidenciam a disposição do Congresso em ampliar seu poder de influência nas eleições.

O avanço das emendas ocorre em meio a sucessivos embates com o Supremo Tribunal Federal. Ao longo dos últimos anos, decisões do STF barraram modalidades consideradas pouco transparentes, como o chamado “orçamento secreto” e as emendas Pix. Agora, surgem as chamadas “emendas paralelas”, que misturam recursos do Legislativo com despesas do Executivo para driblar a fiscalização. O ministro Flávio Dino, relator do tema no STF, já determinou a suspensão desse novo mecanismo e manteve o cerco contra práticas consideradas irregulares.

Enquanto o STF endurece e o governo promete cortar pelo menos R$ 11 bilhões das emendas por ilegalidades ou acordos descumpridos, o cenário político se torna ainda mais tenso. De um lado, o Planalto afirma que contará com o apoio da opinião pública para enfrentar o centrão; de outro, parlamentares apostam que a proximidade das eleições pressionará o Executivo a ceder. A análise completa é de autoria de Tales Faria e foi publicada originalmente no Correio da Manhã. Leia a íntegra do artigo no site do jornal e entenda como essa disputa pode influenciar as eleições de 2026.

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