O jornalista Tales Faria revela, em coluna publicada no Correio da Manhã, que o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, pretende retirar do ministro Alexandre de Moraes o poder de abrir novos inquéritos sem provocação formal da Procuradoria-Geral da República (PGR). Segundo Tales Faria, trata-se de um superpoder concedido a Moraes como relator do Inquérito das Fake News, aberto em 2019 e transformado, ao longo de sete anos, em um instrumento amplo e criticado para a abertura de procedimentos diversos.
De acordo com o levantamento de Tales Faria, Fachin aguarda até sexta-feira, 11, respostas a questionamentos enviados aos ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes, ao procurador-geral Paulo Gonet e ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, sobre supostas irregularidades na apuração do caso Banco Master. O episódio, relata o jornalista, foi desencadeado depois que Mendonça retirou o sigilo de um relatório da PF com mensagens de Daniel Vorcaro, ex-dono do Master, que teriam apontado envolvimento do banqueiro com Moraes — o que gerou uma reação do ministro com um relatório de inteligência da PF sobre condutas atribuídas a Mendonça.
Tales Faria destaca ainda que a proposta de Fachin gerou reação entre aliados de Moraes, citando manifestação do ministro Flávio Dino nas redes sociais questionando a antecipação pública do desfecho de um inquérito. Nos bastidores do STF, segundo o jornalista, Fachin tem esclarecido que as investigações já abertas por Moraes seguirão em curso, mas que o Inquérito das Fake News deixará de servir de base para novas apurações sem provocação do Ministério Público.
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