Crise no Planalto: Governo vê Hugo Motta como “risco constante de traição”

Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados
Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados
Tensão entre Lula e o presidente da Câmara cresce após decisão sobre projeto antifacção

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), passou a ser visto pelo governo Lula como um “aliado perigoso” e um “risco constante de traição”. A avaliação, que começou no Ministério da Fazenda com Fernando Haddad, agora é compartilhada pela ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann. A principal queixa é a entrega da relatoria do projeto de lei antifacção ao deputado Guilherme Derrite (Progressistas-SP), ex-secretário de Segurança de Tarcísio de Freitas e aliado de Jair Bolsonaro.

O gesto de Motta acendeu o alerta no Palácio do Planalto. O texto é considerado prioritário por Lula e prevê medidas duras contra o crime organizado, como o bloqueio de bens e a criação de um Banco Nacional de Facções Criminosas. Mas a escolha de Derrite para relatar a proposta pode abrir espaço para incluir no projeto pontos defendidos pelos bolsonaristas, como a equiparação das facções ao terrorismo — o que, segundo o governo, ameaça a soberania nacional ao permitir interferência estrangeira.

A tensão entre Planalto e Câmara não é de hoje. Hugo Motta já havia contrariado o ministro Haddad em votações anteriores e agora volta a desafiar o governo com uma decisão que expõe rachaduras na base aliada. Leia a reportagem completa de Tales Faria no VERO NOTÍCIAS, onde o conteúdo foi publicado originalmente.

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