Publicado originalmente no Correio da Manhã, o artigo de Tales Faria discute o pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro para inclusão no programa de remição de pena pela leitura, previsto na Lei de Execução Penal e regulamentado pelo CNJ. A medida parte do princípio de que, mesmo condenado, o preso mantém direitos fundamentais, como acesso à educação, e pode reduzir a pena por meio da leitura de obras literárias avaliadas por comissão oficial.
O texto relembra que o bolsonarismo sempre atacou políticas de ressocialização no sistema prisional e direitos humanos, inclusive com declarações públicas do próprio Bolsonaro contra qualquer forma de benefício a presos. A ironia central está no contraste entre esse discurso passado e a situação atual, em que o ex-presidente, condenado por tentativa de golpe de Estado, passa a ser beneficiário das garantias legais que antes desprezava.
Ao mesmo tempo, o artigo aponta que a prisão pode representar um momento de reflexão, inclusive para Bolsonaro e seus filhos, que agora recorrem à linguagem dos direitos humanos. A mudança de tom, exemplificada por declarações emocionadas de Carlos Bolsonaro, levanta a questão central do texto: poderá o cárcere ressocializar o bolsonarismo? Para compreender essa reflexão em profundidade, vale conferir o artigo completo no Correio da Manhã.




