Ausência de Alcolumbre e Hugo Motta expõe tensão política e estratégia pré-eleitoral no Congresso

Foto: Saulo Cruz - Agência Senado
Foto: Saulo Cruz - Agência Senado
Crise no Senado e na Câmara reforça ação coordenada do centrão e pressiona o governo Lula

A ausência simultânea de Davi Alcolumbre e Hugo Motta na cerimônia de sanção da isenção do Imposto de Renda até R$ 5 mil, realizada no Palácio do Planalto, não foi casual. Como revela a reportagem original publicada no Correio da Manhã, o gesto conjunto dos presidentes do Senado e da Câmara foi uma ação coordenada de protesto, cada qual motivado por rupturas internas com lideranças do PT. Enquanto Alcolumbre acusa Jaques Wagner de tê-lo traído ao apoiar Jorge Messias para o STF, Motta responsabiliza Lindbergh Farias por ataques públicos à sua honra.

Nos bastidores governistas, porém, a avaliação é de que a estratégia dos dois parlamentares vai muito além de conflitos pessoais. De acordo com o conteúdo do Correio da Manhã, setores do PT veem uma movimentação pré-eleitoral articulada pelo centrão para pressionar o governo e forçar impasses no Congresso. O deputado Ivan Valente, do Psol, afirma que a dupla repete táticas de Arthur Lira e tenta paralisar pautas do Executivo para aprovar medidas de impacto político às vésperas da eleição.

O resultado imediato da ausência calculada foi permitir que Lula assumisse sozinho a paternidade da isenção do IR para os mais pobres — exatamente o efeito inverso do que se esperaria de um boicote. Para entender em detalhes os bastidores, as tensões internas e a análise completa dessa ação coordenada, leia a reportagem original no Correio da Manhã.

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