O jornalista Tales Faria, em coluna publicada no Correio da Manhã, analisa os bastidores da decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, que autorizou a Polícia Federal a investigar os repasses de cerca de R$ 61 milhões feitos pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro ao filme Dark Horse, a pedido do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Segundo o colunista, Mendonça foi indicado ao STF por Jair Bolsonaro, mas teve sua aprovação viabilizada pela então primeira-dama Michelle Bolsonaro, que fez campanha ativa pelo nome do ex-advogado-geral da União junto aos senadores, inclusive durante impasse com o então presidente da CCJ, Davi Alcolumbre.
Tales Faria explica que, por ser visto como mais próximo de Michelle do que do próprio Flávio, a decisão de Mendonça de autorizar a investigação foi interpretada pelos aliados do senador e pelo comando do PL como um gesto capaz de influenciar negativamente a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro. O colunista lembra que a queda do pré-candidato nas pesquisas começou após a revelação do pedido de dinheiro a Vorcaro e se acentuou entre o eleitorado feminino e evangélico depois que Michelle denunciou publicamente maus-tratos por parte do enteado.
Diante desse cenário, relata Tales Faria, Flávio Bolsonaro foi convencido a divulgar, nesta quinta-feira, 23, um vídeo com pedido explícito de desculpas à madrasta e convite para que ela participe de sua campanha, gesto que Michelle classificou publicamente como uma genuflagão aceita.
Para entender todos os detalhes dessa disputa interna e seus possíveis efeitos eleitorais, acesse a coluna completa no Correio da Manhã.




