Tales Faria, em coluna publicada no Correio da Manhã, analisa a participação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na audiência pública do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), realizada na última terça-feira, 07. Segundo o colunista, a equipe de campanha do pré-candidato afirmou que ele “cumpriu o roteiro programado” para sua fala, uma intervenção curta, de cinco minutos, pensada para gerar trechos editáveis a serem usados no horário eleitoral gratuito e nas redes sociais.
De acordo com Tales Faria, o discurso teve dois objetivos: criar dificuldades para as negociações do governo Lula com Donald Trump e tentar reverter a má repercussão gerada quando o clã Bolsonaro comemorou a primeira leva do tarifaço americano contra o Brasil. O colunista lembra que Flávio chegou a pedir, em carta enviada ao USTR em 2 de julho, o adiamento do tarifaço por 180 a 270 dias, e só depois, já nos Estados Unidos, passou a defender publicamente o fim total das tarifas. Na mesma carta, o senador sinalizou disposição para acabar com o Mercosul, limitar transações via Pix e eliminar tarifas sobre o etanol, entre outras concessões aos interesses americanos.
Tales Faria conclui que, ao somar a fala no USTR à carta enviada ao órgão americano, Flávio Bolsonaro produziu material que pode ser usado tanto pela sua própria campanha quanto pela campanha de reeleição de Lula, que já teria condições de preparar peças de resposta com o mesmo conteúdo.
Para conferir a análise completa do colunista, acesse o Correio da Manhã.




