Aliados de Tarcísio temem proximidade com Flávio Bolsonaro e cobram distância do escândalo

Crédito: Saulo Cruz/Agência Senado
Crédito: Saulo Cruz/Agência Senado
Desgaste de Flávio Bolsonaro com o caso Master e o tarifaço de Trump preocupa aliados de Tarcísio de Freitas, que temem impacto nas campanhas estaduais em 2026.

O desgaste de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com o envolvimento no caso Daniel Vorcaro — revelado pelo pedido de dinheiro para o filme Dark Horse — e o novo tarifaço de Donald Trump contra o Brasil estão preocupando o comando da sua campanha à Presidência. Segundo análise de Tales Faria publicada no Correio da Manhã, aliados do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) passaram a tratar a aproximação com o candidato do clã Bolsonaro com cautela crescente, e alguns chegam a defini-lo como “radiativo”.

O episódio mais revelador ocorreu durante a “Marcha para Jesus”, em São Paulo, na última quinta-feira: enquanto o prefeito Ricardo Nunes (MDB) marcou presença ao lado de Tarcísio, o vice-governador Felício Ramuth evitou exposição e o presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, nem compareceu — justamente porque Flávio Bolsonaro estava programado para o evento. O pré-candidato do PSD, Ronaldo Caiado, só subiu no trio elétrico após a saída de Flávio, aproveitando para marcar diferença ao falar em “integridade moral” e combate à corrupção.

O próprio Tarcísio tomou distância pública do escândalo, declarando que “o brasileiro não tolera mais corrupção”, o que lhe rendeu críticas nos bastidores do clã. Como consequência do enfraquecimento de Flávio, o governador e o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, conseguiram impor o deputado André do Prado na segunda vaga ao Senado na chapa paulista — contra a vontade de Jair e Eduardo Bolsonaro. Dentro do partido, o desafio agora é administrar esse enfraquecimento para que não contamine as campanhas estaduais de 2026.

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