Lula vê risco de enfrentamento político e compara ofensiva do centrão ao impeachment de Dilma

Foto: Lula Marques - Agência Brasil
Foto: Lula Marques - Agência Brasil
Presidente avalia disputa pelo controle do Orçamento, emendas parlamentares e ações da PF como sinais de escalada política

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva avalia que o cenário político atual repete movimentos que levaram ao impeachment de Dilma Rousseff, episódio que ele classifica como um “golpe congressual” articulado pelo centrão. Segundo essa leitura, partidos de centro — mais do que figuras individuais como o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha — teriam conduzido o processo, agora novamente a partir do fortalecimento do controle sobre o Orçamento da União.

Lula aponta como sinais dessa estratégia a aprovação do Orçamento de 2026, que ampliou para R$ 61 bilhões o volume de emendas parlamentares, além das mudanças na Lei de Diretrizes Orçamentárias que obrigam o Executivo a negociar e antecipar a liberação desses recursos. O crescimento expressivo das emendas ao longo dos anos, o aumento do Fundo Eleitoral e a tentativa de ressuscitar emendas canceladas — barradas pelo ministro Flávio Dino, do STF — reforçam, na avaliação do presidente, a ofensiva do Congresso sobre o governo.

O presidente também enxerga nas recentes ações da Polícia Federal e em decisões judiciais envolvendo parlamentares um potencial gatilho para uma reação política semelhante à sofrida por Dilma. Ainda assim, Lula afirma estar disposto ao enfrentamento, especialmente diante da possibilidade de vetar o projeto que reduz penas de condenados por golpe de Estado. A análise completa, com bastidores e detalhes, está na reportagem original publicada no Correio da Manhã, de autoria de Tales Faria — leitura essencial para entender a escalada da crise política.

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