O Correio da Manhã revelou que a escolha de Gustavo Feliciano para substituir Celso Sabino no Ministério do Turismo segue um roteiro já conhecido em Brasília: indicação feita, mas sem chancela pública do União Brasil. Filho do deputado federal Damião Feliciano (União Brasil-PB), o novo ministro chega ao cargo sem o respaldo formal da bancada do partido na Câmara, repetindo a situação vivida por seu antecessor. A informação foi publicada originalmente no Correio da Manhã, em texto de autoria de Tales Faria.
Nos bastidores, porém, o desenho político é claro. Gustavo Feliciano entra com a missão de ajudar a construir votos no Congresso, atuando voto a voto junto à bancada do União Brasil, sem compromisso de alinhamento integral. Assim como Celso Sabino contou com o apoio de Jader Barbalho (MDB), Feliciano tem como principal padrinho o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB) — influência decisiva, mas não assumida publicamente. O acerto final ocorreu em encontro recente entre Lula e Motta, voltado à viabilização de projetos prioritários do governo.
O acordo político, segundo apuração do Correio da Manhã, não significa a entrada formal do União Brasil na base governista. A lógica é a do “viva e deixe viver”: o partido mantém discurso de independência, enquanto libera seus parlamentares para votar com o governo, especialmente em temas estratégicos. Em um cenário pré-eleitoral para 2026, essa postura preserva alianças regionais e reforça uma aproximação controlada entre o Planalto, Hugo Motta e setores do União Brasil. Leia a análise completa no site do Correio da Manhã.




