A nova disputa política em Brasília ganhou força após a nota oficial do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, afirmando que a sabatina de Jorge Messias ocorrerá apenas “no tempo oportuno”. A expressão, usada como resposta a um elogio feito pelo próprio Messias, foi interpretada como sinal de desagrado diante da decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de preterir Rodrigo Pacheco para a vaga no Supremo Tribunal Federal. Como revela o Correio da Manhã, fonte original do conteúdo, a insatisfação de Alcolumbre expõe um mal-estar direto com o Planalto e pressiona as articulações em torno da indicação.
Nos bastidores, Alcolumbre atribui sua irritação ao fato de não ter sido avisado previamente sobre o anúncio de Lula, além de desconfiar da atuação do líder do governo, Jaques Wagner — que nega ter trabalhado contra Pacheco. Enquanto isso, o governo já admite que a sabatina dificilmente ocorrerá em dezembro, empurrando a decisão para fevereiro, quando o Congresso retorna do recesso. Para Lula e sua equipe, mais tempo significa mais margem para consolidar votos em favor de Messias, que pretende conversar com cada senador em busca de apoio.
O cenário fica ainda mais delicado para o governo após o rompimento declarado do presidente da Câmara, Hugo Motta, com o líder do PT, Lindbergh Farias. A prioridade agora é reconstruir pontes com Alcolumbre sem “dobrar a espinha”, como diz Lula, e evitar novas tensões institucionais. Para ler o conteúdo completo e todos os detalhes da análise política, acesse a publicação original no Correio da Manhã, de Tales Faria.




