Governadores de direita impuseram um freio à tentativa de Tarcísio de Freitas (Progressistas) de assumir o protagonismo na criação de um novo marco legal da Segurança Pública no país. Em movimento conjunto, os governadores Cláudio Castro (PL), Romeu Zema (Novo), Jorginho Mello (PL), Ronaldo Caiado (União Brasil) e a vice-governadora Celina Leão (PP) foram a Brasília pedir ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Progressistas-PB), o adiamento da votação do projeto de lei antifacção.
O relator do texto, Guilherme Derrite (Progressistas), secretário licenciado de Segurança Pública de São Paulo e homem de confiança de Tarcísio, apresentou versões sucessivas do relatório e declarou que pretendia criar “um verdadeiro novo marco legal da segurança pública do país”. A postura gerou desconforto não só no governo federal — que reclamou da falta de diálogo e da tentativa de se atribuir a autoria do projeto —, mas também entre os governadores, que criticaram a ausência de consulta aos estados.
Ronaldo Caiado, Cláudio Castro e outros líderes regionais defenderam que o texto não fosse votado “de maneira tão rápida” e que houvesse mais discussão com os estados e instituições como o STF. A disputa revela o peso político do tema da segurança pública na corrida eleitoral de 2026, aproximando, neste caso, governadores de oposição e o Palácio do Planalto em torno da ideia de adiar o projeto. Leia a análise completa no Correio da Manhã, em coluna de Tales Faria.




