A primeira mulher a presidir o Superior Tribunal Militar (STM), ministra Maria Elizabeth Rocha, enfrenta resistências dentro da própria Corte. Em sessão recente, um embate com o tenente-brigadeiro do ar Carlos Augusto Amaral Oliveira trouxe à tona o clima de tensão entre os ministros. O colega criticou o pedido de perdão da presidente às vítimas da ditadura militar, feito em memória dos 50 anos da morte do jornalista Vladimir Herzog — gesto que reacendeu o debate sobre o papel das Forças Armadas no passado e no presente.
O episódio expôs divergências que vão além da questão histórica. Nos bastidores, cresce a expectativa sobre como o STM julgará a “indignidade” ou “incompatibilidade” de oficiais condenados pelo Supremo Tribunal Federal por participação na tentativa de golpe de 8 de janeiro de 2023. Entre eles estão nomes como Jair Bolsonaro, Braga Netto, Augusto Heleno e Paulo Sérgio Nogueira. A decisão poderá definir se os condenados perderão suas patentes, distintivos e direitos militares.
Com maioria de ministros militares — dez dos quinze integrantes —, o STM enfrenta o desafio de provar independência diante de acusações de corporativismo. O resultado desses julgamentos pode afetar profundamente a imagem das Forças Armadas e marcar a história recente do país. Leia a reportagem completa, de Tales Faria, publicada originalmente no Correio da Manhã, no site Correio da Manhã.




