Na análise publicada no Correio da Manhã, o colunista Tales Faria aponta uma inversão no segundo turno das eleições: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deixou de ser o principal candidato desinteressado em debates, e agora é a equipe do senador Flávio Bolsonaro (PL) que reavalia se ele deve ou não participar. Lula, por sua vez, tem dito a assessores que está pronto para enfrentar Flávio “seja onde for”.
Segundo o texto, os marqueteiros costumam decidir sobre debates com base em uma pergunta objetiva: o que o candidato ganha e o que perde com isso. No primeiro turno, a equipe de Lula concluiu que, por estar na frente nas pesquisas, ele correria um risco desnecessário, já que adversários poderiam manipular recortes do programa nas redes sociais. Flávio estava mais disposto ao embate com o líder das pesquisas, mas, sem Lula, não quis ser o único alvo entre candidatos mal colocados.
O colunista relembra que Lula confirmou na quinta-feira, dia 1º, que não iria ao último debate, o da TV Globo, e optou por uma entrevista ao Flow Podcast. Depois disso, o TSE vetou a exibição do púlpito vazio, o STF determinou que Renan Santos (Missão) tinha direito a participar e Flávio também desistiu. Foi a primeira vez em 20 anos que o primeiro turno terminou sem confronto dos líderes das pesquisas. Agora, emissoras como a Band e a Globo desenham um novo calendário de debates presenciais, mas Faria ressalta que, em uma eleição cheia de surpresas, não há garantia de que os candidatos se encontrem. Leia a análise completa no Correio da Manhã.




