A reeleição de Davi Alcolumbre (União-AP) para a presidência do Senado está praticamente garantida se as urnas confirmarem, no domingo (4), os resultados das últimas pesquisas sobre os candidatos a senador. É o que analisa Tales Faria em texto publicado originalmente no Correio da Manhã. Segundo o colunista, Alcolumbre é o maior representante do centrão na Casa, já faz campanha entre os pares há muito tempo, está praticamente fechando o apoio do Palácio do Planalto e detém alguns votos entre os bolsonaristas.
Uma projeção do jornalista Ilimar Franco, feita com base nas pesquisas, indica que, a partir de fevereiro de 2027, o centrão terá 37 senadores, a direita bolsonarista 25 e a esquerda 18, além de um senador sem partido. O PP teria 10 senadores, o MDB 9, o União 7, o Republicanos 6, o PSD 4 e o PSDB 1. No campo bolsonarista, o PL chegaria a 22, o Podemos a 2 e o Novo a 1. Na esquerda, o PT teria 10, o PSB 6, o PDT 1 e o Psol 1. Ilimar Franco ressalta que o quadro não é estático: negociações antes das eleições internas podem mudar votos, os novatos costumam chegar mais indecisos e as pesquisas estaduais podem divergir das urnas. “Essa é apenas uma projeção”, afirma.
O texto lembra ainda que Alcolumbre já demonstrou ao presidente Lula seu poder na Casa e sua capacidade de atrair votos para o governo em momentos decisivos, mas que esse poder também pode ser um problema. Ele empacou a indicação de Jorge Messias ao STF, considerada o maior revés de Lula no relacionamento com o Congresso. Os dois ainda têm pela frente um último teste: a votação da derrubada da escala 6×1, que Lula vê como trunfo fundamental para o segundo turno.
Leia a análise completa de Tales Faria no Correio da Manhã.




