O jornalista Tales Faria analisa, em coluna publicada no Correio da Manhã, a crise que se arrasta no Supremo Tribunal Federal desde 1º de setembro e a cobrança sobre o presidente da Corte, Edson Fachin, para que a encerre. Faria compara a situação a uma briga de escola que ninguém apartou a tempo: dois ministros começaram a discutir, outros entraram na confusão e quem tinha autoridade para intervir pouco ou nada fez.
O ponto de partida foi a decisão do ministro André Mendonça, relator do caso do Banco Master, de retirar o sigilo de um relatório da Polícia Federal com conversas de Daniel Vorcaro que supostamente envolviam o ministro Alexandre de Moraes. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu que Mendonça declarasse o relatório nulo, sob o argumento de que um ministro do STF não pode determinar investigação sobre outro integrante da Corte. Moraes pediu que Mendonça seja investigado no Inquérito das Fake News por abuso de autoridade e improbidade, alegando motivação político-eleitoral. Na sessão de 15 de setembro, Gilmar Mendes pediu o julgamento conjunto dos dois casos, mas Fachin marcou o de Mendonça para depois, e a análise sobre Moraes foi suspensa por pedido de vista de Flávio Dino. Nada foi resolvido.
A crise chegou ao Tribunal Superior Eleitoral, cujo presidente, Kassio Nunes Marques, foi apontado como envolvido com o Banco Master. Ele procurou Fachin para pedir que o problema seja contido no Supremo, já que pode comprometer até as eleições: o primeiro turno é no próximo domingo, e o segundo ocorre três semanas depois. Segundo Faria, o TSE espera, como os demais ministros, que o conflito não dure até o fim do pleito. Leia mais no Correio da Manhã.




