Valdemar reassume o PL e aposta em Michelle Bolsonaro e Tarcísio para 2030

Valdemar Costa Neto, presidente do PL
Crédito: Beto Barata/PL
Segundo o Correio da Manhã, Valdemar Costa Neto retomou o comando total do PL após a derrota de Flávio Bolsonaro e comunicou a Jair Bolsonaro a nova estratégia: fortalecer Michelle e, se necessário, articular uma chapa com Tarcísio de Freitas.

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, reassumiu o comando do partido e já começou a redesenhar a estratégia da legenda para os próximos anos, segundo informou o Correio da Manhã. Desde a filiação de Jair Bolsonaro, Valdemar cuidava do caixa, enquanto o ex-presidente tinha a palavra final em questões políticas e eleitorais. O acordo mudou após a condenação de Bolsonaro pelo STF por tentativa de golpe de Estado, mas o comando político voltou integralmente ao clã quando Flávio Bolsonaro foi indicado candidato à Presidência. Com a derrota de Flávio para Lula (PT), Valdemar retomou o controle total.

Michelle ou Tarcísio: o plano do PL para 2030

A estratégia passa pelo fortalecimento da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Valdemar não vê em Carlos Bolsonaro, nem em outro filho ou filha do ex-presidente, condições de ser candidato do PL ao Planalto, e considera que esse espaço só poderá ser ocupado por Michelle. Ao mesmo tempo, avalia que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), tem mais chances de liderar a direita como candidato em 2030. O plano é trabalhar o nome de Michelle e, se ela não emplacar, articular uma chapa como vice de Tarcísio, unindo o apelo popular do sobrenome Bolsonaro à capacidade de articulação do governador.

Bolsonaro, anistia e o acordo com o centrão

Valdemar apresentou a ideia à própria Michelle, que não se opôs, e conversou com Bolsonaro nesta quinta-feira, 29. De acordo com o texto, o ex-presidente não pareceu satisfeito com a possibilidade de entregar a liderança política do clã à esposa, mas não tem como vetar o plano agora. Sua prioridade, segundo o Correio da Manhã, é conseguir no Congresso anistia ou indulto que o liberte da prisão, por meio de um acordo com o centrão para reeleger Davi Alcolumbre (União-AP) à presidência do Senado, que incluiria convencer senadores do PL a desistirem do impeachment do ministro Alexandre de Moraes. Leia a análise completa de Tales Faria no Correio da Manhã.

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