Governo e oposição já dão como certa a aprovação da derrubada da escala 6×1, que prevê seis dias de trabalho com apenas um de folga, no Senado. A votação em primeiro turno está prevista para esta quarta-feira, 14, e a dúvida é quando ocorre o segundo turno. Segundo texto de Tales Faria publicado originalmente no Correio da Manhã, os articuladores do governo tentarão aprovar os dois turnos no mesmo dia, enquanto a estratégia dos líderes oposicionistas é empurrar o segundo turno para depois das eleições, quando, na avaliação deles, seria mais fácil reunir votos contrários.
Normalmente, o Regimento do Senado exige um interstício de cinco dias entre os turnos. Para evitar esse prazo, a líder do governo, senadora Teresa Leitão (PT-PE), já recolheu as 54 assinaturas do requerimento de quebra de interstício. O Palácio do Planalto avalia que, se o projeto obtiver em plenário o voto favorável de 49 dos 81 senadores, os três quintos exigidos pela Constituição, a quebra será aprovada e o segundo turno será votado imediatamente. O projeto já passou pela Câmara, com 472 votos a 22 no primeiro turno e 461 a 19 no segundo. Se o Senado o aprovar sem alterações, a promulgação caberá a Hugo Motta e Davi Alcolumbre. A oposição ainda tentará alterar o texto, o que obrigaria nova votação pelos deputados, hipótese que os líderes governistas não consideram provável.
O texto também aborda o cenário eleitoral. Segundo o Correio da Manhã, nem os senadores do PL estão seguros em votar contra o projeto, e o candidato do partido ao Planalto, Flávio Bolsonaro, já avisou que votará pela derrubada da 6×1, embora antes se dissesse favorável à proposta de negociação direta da escala entre patrões e empregados, apresentada por Rogério Marinho. A aprovação poderia ser a vitória mais significativa do governo perto da eleição, com capacidade de fazer Lula tomar a frente na disputa. Há ainda o efeito sobre a presidência do Senado: a oposição lançou Rogério Marinho e Tereza Cristina como candidatos ao cargo, e a única esperança de reeleição de Alcolumbre, segundo a análise, é a vitória de Lula. Leia o texto completo no Correio da Manhã.




