Em análise publicada originalmente no Correio da Manhã, o colunista Tales Faria avalia como ficaria a composição da Câmara dos Deputados após as eleições de 2026, conforme o resultado da disputa presidencial. O candidato do PL, senador Flávio Bolsonaro, já praticamente fechou o apoio dos partidos do centrão (Federação União-PP, Republicanos, Podemos e Novo), que esperam integrar o eventual governo em caso de vitória do bolsonarismo. A possível base governista teria 286 deputados, somando os 121 do PL aos 165 dos partidos aliados. A maioria na Câmara é obtida com 257 votos, e o número ficaria 22 abaixo dos 308 exigidos para aprovar Propostas de Emenda Constitucional (PECs).
Segundo o texto, a situação seria razoavelmente confortável para um eventual governo Flávio, que praticamente engole o centrão, mas daria a esses partidos forte poder de pressão. Faria também aponta que ganharia força um novo centro, o chamado “centro democrático”, formado por PSD, MDB, Federação PSDB/Cidadania, Avante, bloco PRD/Solidariedade e Missão, com 103 deputados. Esse grupo poderia fornecer ou negar os votos que faltariam para aprovar as PECs, que Flávio diz querer enviar para realizar reformas constitucionais.
No cenário de vitória de Lula, a base na Câmara chegaria a 227 deputados, somando os 124 da esquerda (88 da federação PT/PCdoB/PV, 15 do PSB, 15 da federação Psol/Rede e 6 do PDT) aos 103 do centro democrático. Isso fica abaixo da maioria, mas daria margem para buscar votos na oposição em projetos específicos. O colunista lembra que Lula, em 2022, também não teve maioria, mas aprovou emendas como o Arcabouço Fiscal, e que tudo no Congresso depende de negociação. Para ele, o desafio será convencer o PT a encampar um governo de coalizão, tema que o próprio Lula tem defendido ao dizer que é hora de abrir mais espaço aos aliados. Leia a análise completa no Correio da Manhã.




