O PL, partido do candidato à Presidência da República, senador Flávio Bolsonaro (RJ), fará todo o possível para impedir a aprovação da PEC que derruba a escala de trabalho 6×1, segundo coluna de Tales Faria publicada originalmente no Correio da Manhã. O comando da legenda instruiu os parlamentares, principalmente os senadores, já que o texto foi aprovado na Câmara, a não se importarem com as críticas que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fará a Flávio Bolsonaro. A avaliação é de que o estrago não será tão grande quanto o PT calcula, pois a posição do PL sobre o tema já estaria “precificada” no eleitorado.
De acordo com o Correio da Manhã, Rogério Marinho (PL-PB), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, é autor de projeto contrário ao fim da 6×1 que institui a livre negociação da escala entre patrões e empregados, texto criticado pelas centrais sindicais por reduzir a proteção ao trabalhador. Na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, Marinho e Jaime Bagattoli (PL-RO) registraram voto contrário, mesmo em votação simbólica. Também votaram contra Tereza Cristina (PP-MS), pré-candidata à presidência do Senado, e Hamilton Mourão (Republicanos-RS).
A discussão no plenário do Senado começou na terça-feira, 6. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), disse que o texto passará por cinco sessões de discussão e poderá ser votado em primeiro turno até sexta-feira da semana que vem, o que, na avaliação do PT, pode levar a aprovação para o meio da campanha eleitoral. O PL afirma que tentará atrasar a tramitação e não teme votar contra em plenário. Ainda não foi definido como Flávio Bolsonaro se posicionará. Aliados acreditam ter votos para derrubar a PEC em segundo turno, após as eleições, e, se Flávio vencer Lula, a escala flexível de Marinho é que seria implantada. Leia a coluna completa no Correio da Manhã.




