Fux assume relatoria de caso que pode reacender investigações sobre Lulinha

Crédito: Ton Molina/STF
Crédito: Ton Molina/STF
Sorteado para substituir Moraes na relatoria de mandado de segurança sobre registros do Senado, ministro Luiz Fux pode trazer de volta ao noticiário o caso envolvendo o filho de Lula, revela Tales Faria no Correio da Manhã.

O jornalista Tales Faria revela, em coluna publicada no Correio da Manhã, que a escolha por sorteio do ministro Luiz Fux para relatar o mandado de segurança que busca obrigar o Senado a divulgar registros de entrada e saída de pessoas na Casa tem gerado preocupação entre aliados do governo. O processo, aberto a pedido do vereador Guilherme Kilter (Novo-Curitiba), envolve nomes como a advogada Viviane Barci de Moraes, o banqueiro Daniel Vorcaro, e também Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha), José Ferreira da Silva (Frei Chico) e Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”. O pedido de acesso aos registros foi negado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

Segundo Tales Faria, a apreensão do governo não se limita ao caso do Banco Master, que já rendeu atenção ao escritório da esposa de Fux, contratado pela instituição por R$ 131 milhões. O texto destaca que o ministro tem se mostrado irritado com adversários dentro do STF e com o governo, especialmente após voltar atrás na condenação dos invasores dos prédios da Praça dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023, episódio que o teria aproximado de bolsonaristas e afastado de Alexandre de Moraes. Recentemente, Fux venceu Moraes em questão de ordem sobre a não junção de procedimentos ligados ao caso Master e trocou farpas com os ministros Gilmar Mendes e Flávio Dino.

A coluna ainda menciona que mensagens do celular de Vorcaro, apreendidas pela Polícia Federal e divulgadas pela Folha de S.Paulo, mostram contatos do ex-banqueiro com o advogado Rodrigo Fux, filho do ministro, além do custeio de uma viagem de Luiz Fux a Nova York e de um almoço em sua homenagem em maio de 2024. Fux nega qualquer troca de mensagens com Vorcaro e afirma que a viagem foi convite e custeio da Forbes Brasil. Para Tales Faria, caso Fux decida agir, ele tem condições de recolocar o caso de Lulinha e do INSS no noticiário às vésperas da eleição, ainda que nada de concreto tenha sido apurado contra o filho do presidente. Leia mais no Correio da Manhã.

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