O jornalista Tales Faria revela, em coluna publicada no Correio da Manhã, que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), aproveitou o clima de reaproximação com o presidente Lula (PT), gerado pela descoberta de petróleo no Amapá, para destravar não só a derrubada da jornada 6×1, mas também o início de tramitação da PEC da Segurança Pública e do projeto que cria a Política Nacional de Minerais Críticos. Os três temas estavam parados desde o rompimento entre Lula e Alcolumbre após a rejeição, pelo Senado, da indicação de Jorge Messias ao STF.
Segundo a coluna, o fim da jornada 6×1 é o projeto de maior apelo eleitoral, mas a PEC da Segurança e a proposta sobre minerais críticos também são vistas como peças relevantes para a campanha. A coluna lembra que, no domingo (16), Lula e Flávio Bolsonaro dedicaram seus primeiros atos de campanha ao tema da segurança pública: em São Bernardo do Campo, Lula defendeu a aprovação da PEC e reafirmou a promessa de criar o Ministério da Segurança, enquanto Flávio Bolsonaro, em Copacabana, criticou o governo federal nessa área.
A coluna também destaca que a Política Nacional de Minerais Críticos deve ser usada na campanha como argumento de defesa da soberania nacional e como moeda de negociação com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, num contexto de disputa com a China pela produção de tecnologia de ponta. Ao comemorar a descoberta de petróleo no Oiapoque, Alcolumbre também passou a reforçar o discurso de soberania defendido pelo Planalto.
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