Carta de Flávio Bolsonaro aos EUA acende alerta na Faria Lima e no agronegócio

Crédito: Reprodução Redes sociais
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Tales Faria revela, no Correio da Manhã, que a carta enviada por Flávio Bolsonaro ao USTR, propondo o fim do Mercosul e limites ao Pix, preocupa setores da Faria Lima e do agronegócio.

Depois de enfrentar desgaste junto ao eleitorado feminino por causa da briga com Michelle Bolsonaro, o candidato do PL à Presidência da República, senador Flávio Bolsonaro (RJ), agora precisa lidar com a insatisfação de outro grupo estratégico para sua campanha: a Faria Lima. A reportagem é de Tales Faria, publicada no Correio da Manhã. O motivo é a carta enviada por Flávio na quarta-feira, dia 02, ao Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), pedindo o adiamento do tarifaço americano contra o Brasil e sinalizando disposição para colocar fim ao Mercosul.

Segundo Tales Faria, o documento oferece ainda vantagens comerciais aos EUA, como a eliminação de tarifas para o etanol e a redução da carga tributária sobre empresas de cartão de crédito, além de propor um compromisso legislativo para impedir que o Pix seja conectado a arranjos “não ocidentais”, numa referência à China. A sugestão de encerrar o Mercosul preocupa setores como a Fiesp, que hoje vê no bloco um instrumento importante para ampliar a segurança jurídica e integrar o Brasil às cadeias globais de valor, além do agronegócio e da mineração, que dependem da diversificação comercial com Ásia e Europa.

A coluna destaca que a carta prevê o adiamento do tarifaço por um período de 180 a 270 dias, com retorno automático das tarifas caso o governo brasileiro não avance em negociações de boa-fé, e prevê a nomeação imediata de um negociador em caso de vitória da oposição. Para Tales Faria, assim como precisou se explicar publicamente sobre a briga com Michelle Bolsonaro, Flávio agora terá o desafio de convencer o empresariado de que o conteúdo da carta é apenas um texto de campanha.

A análise completa está disponível no Correio da Manhã.

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